A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva.
Mas se você voltar sua atenção para outras coisas ela virá pousar calmamente nos seus ombros. - Thoreau -
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Quando eu finalmente parei de reclamar pude senti-la começar a entrar devagarzinho, sorrateiramente, com muito cuidado na minha alma. Nao sei explicar porque resisti tanto. Me apeguei ao medo. Talvez, “apego”, seja a palavra justa pra definir a dificuldade em deixar de ser esse alguém que jà fui, por tantos e tantos anos e que agora, assim, de repente, nao sou mais. Me apeguei ao passado e nao quis perceber sua presença, foi isso. Me apeguei ao que nao sou mais, nao vivencio mais, nao possuo mais, nao preciso mais e nao prestei atençao ao que vem surgindo à minha volta. Lamentei o caminho percorrido, esperneei pela falta, choraminguei a ausencia ao invés de gozar o que é o presente: um presente. Isso mesmo, minha vida é um presente, embrulhado com papel dourado de muito valor agregado e amarrado com uma fita laranja da mais pura alegria.
Enfim, que bom que ela chegou. Posso senti-la encostando-se em mim com seu calorzinho bom. Posso ouvir sua risadinha terna e sapeca, como voz de criança, brincando de esconder detràs do sofà. E eu chamo: U-uuu… voce tà aì?? Como se eu nao soubesse. Hihihihi. Mas, posso senti-la.
Que bom que ela està aqui comigo. Me envolve o coraçao com suas maos macias como o mais tenro algodao egipcio, me conforta e me enxuga as lagrimas de saudade. Porque essa, a saudade, também està aqui comigo e nem sei se vai embora algum dia, me faz companhia, às vezes brigo com ela mas, no fundo, ela nao incomoda ninguém.
Bom, hoje nao importa a saudade nem o apego ou o medo, nem tudo o que jà fui. Hoje o que eu mais quero é saudar essa minha amiga, que hà bem pouco tempo começou a fazer parte da minha nova vida e que me ajuda a construir o que eu sou e o que serei daqui pra frente. Quero me desculpar e dizer a ela que a busquei tanto, mas nos lugares errados. Quero confessar que tive medo e quase desespero de nao encontra-la nessa existencia e que minha sombra quase me fez acreditar que ela nao viria, veja sò que bobagem. Quero agradecer sua constancia, sua persistencia e sua paciencia, em esperar o meu momento. Quero pedir que ela fique pois, agora que a conheço, sei que aqui dentro de mim é o seu lugar.
Minha mae esteve aqui comigo por 22 dias. Intensos. Passamos bons momentos nos curtindo em casa e também viajando, conhecendo monumentos, museus, ruinas, castelos, o Etna...
Ela foi embora ontem e jà deve estar chegando ao Brasil nesse exato momento enquanto escrevo esse post. Sua passagem por aqui agora marca presença em minha casinha na Italia e ilumina essa nova fase da vida. Sinto muita saudade jà. Muita.
Nada serà como antes.
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Panorama visto do alto do Castelo Normano - AciCastello - Catania - Sicilia - Italia
Dedico a ela esse trecho de uma poesia de seu autor e poeta preferido:
- Rabindranath Tagore -
" Ela está perto de meu coração, tão linda quanto uma flor no jardim; é suave, como é o descanso para o meu corpo. O amor que lhe tenho é minha vida fluindo plena, como corre o riacho nas manhãs de outono, em sereno abandono. Minhas canções são únicas como meu amor, como é único o murmúrio de um rio que canta com todas suas ondas e correntes."
Desculpa aì o desabafo chulo.. mas a coisa pro meu lado tà, como diziam antigamente, tà russa, tà soviética, tà muito complicada, viu?
PelamordeDeus, alguém me ensina um remédio, uma mandinga, uma garrafada, um milagre qualquer pra parar essa merda que todo mes me transforma num monstro hydiano terrivel de sete cabeças!
Que vontade de chorar, de sumir, de explodir, de morrer, de matar!!!!!!!
Paradoxalmente à minha busca interna de maior consciencia, por caminhar de alma nua, livre, com os pés descalços, me incomoda o encontro com a realidade dura que me fere a pele a cada passo.
Bem, verdade que sinto bem mais a brisa morna, o vento nos cabelos o perfume das flores... mas, ainda assim dòi.
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Um texto emprestado do blog amigo, O Escriba que ilustra o que sinto:
QUANDO SE TEM DOUTORADO:
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restasretilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.
QUANDO SE TEM MESTRADO:
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando- se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO:
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando- se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO:
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL:
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
(Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo, em Floripa.)
Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali.
Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas e nem nas lagartas.
Nunca dizem "some daqui"!
Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou então, uma fatia maior. As avós usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca pulam pedaços e não se importam de contar a mesma história várias vezes. As avós são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó, ainda mais se não tiver televisão".
Num relacionamento sempre acontecem fatos que quebram algo dentro da gente. Cada um de nós tem suas rachaduras. Mas se queremos ficar junto e crescer junto, temos que "deal with it"! Tem que falar até esvaziar e enterrar de vez. Se não fizer isso, vira a dança do zumbi-doido, que fica sendo desenterrado toda hora!
Durata: h 1.58 Nazionalità: Brasile, Argentina 2007 Genere: drammatico Al cinema nel Giugno 2008
Rio De Janeiro 1997. Qualche mese prima della visita del Papa in Brasile. Il capitano Nascimento è un membro del Bope, la squadra speciale di 100 uomini nata a Rio per combattere i narcotrafficanti nelle favelas e impedire che la polizia comune, corrotta fino al midollo, lasci la città in balìa di se stessa. Nascimento è stanco di questa vita sempre al limite, ed ora che sta per diventare padre ha deciso di lasciare. Non prima, però, di aver trovato un sostituto all'altezza. I candidati più quotati sembrano essere le reclute Matias e Neto, proprio i due che Nascimento ha appena salvato dai guai durante una pericolosa incursione nelle favelas. Ora si tratta solo di scegliere. Un compito che si rivelerà per lui drammaticamente semplice.
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Morango semeado, cultivado e colhido por mim, da minha horta daqui de casa.
Cedo ou tarde o frio se esvai. A dormencia passa dando lugar ao formigamento e a vontade de mover-se.
Cedo ou tarde aprende-se uma nova lingua. Novos significados passam a fazer parte do dia-a-dia e começa-se a pensar diferente.
Cedo ou tarde a primavera chega. Traz consigo o verde, as flores, os animais e o calor.
Cedo ou tarde amadurece-se. De flor ao fruto. De fruto à carne. De carne à terra.
Cedo ou tarde a terra cora. Nenhuma tristeza, nem frio, lagrimas ou chuva. Apenas mais um dia que se finda deixando a certeza de renascer... amanha cedo.
O solstício ocorre duas vezes por ano: na noite mais longa e no dia mais longo. Quando o solstício ocorre no inverno significa que esse dia é o menor do ano e a noite é a mais longa. Quando ocorre no verão significa que é o maior dia e a menor noite do ano.
No hemisfério sul é o contrário. O solstício de verão ocorre no dia 21 de dezembro, e o solstício de inverno ocorre no dia 21 de junho. Estas datas marcam igualmente o início das respectivas estações do ano neste hemisfério.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quanto está mais longe (afélio).
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno, ocorre a mesma coisa no Trópico de Câncer.
Uma homenagem à menor noite de 2008.
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Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, com o nome de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo em 15 de agosto de 1195. Era de família nobre e rica. O pai, senhor Martinho, ocupava o cargo de Prefeito de Lisboa. A mãe Dona Teresa, pertencia a alta nobreza. O menino cresceu cercado de todos os cuidados: boa instrução moral, científica, religiosa e muito conforto. Aos poucos percebeu que a vida de riqueza não lhe agradava e sentiu o chamado de Deus.
Estudou na Catedral (onde seria também menino do coro), os rudimentos - trivium, cômputo, saltério e música. Reza a lenda que fez lá o seu primeiro milagre, insculpindo na parede uma cruz, afastando assim o demônio que tentava atormentá-lo.
Aos quinze anos entrou, em S. Vicente de Fora, no Mosteiro de Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, onde fez o noviciado, mudou o nome para Antônio e de onde transitou - apesar do voto de stabilitas loci- para Coimbra, aos vinte anos. Em Santa Cruz ultimou sua formação e foi ordenado, sendo-lhe destinado o cargo de Porteiro, pelo que tem a oportunidade de conhecer os recém-chegados Frades menores de S. Francisco que habitavam o eremitério de Santo Antão, nos Olivais.
Foi nomeado então pregador na região da Romanha e encarregado por S. Francisco de ensinar teologia aos frades. Multidões queriam ouvir o santo falar. Sua fala simples comovia a todos. Já em Pádua, onde ensina Teologia, retoma o trabalho da escrita e reestrutura os seus Sermões material auxiliar a pregadores da Ordem. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris.
Antônio tinha hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Após as pregações da Quaresma de 1231 sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas mesmo assim o povo o procurava. Decidiram então leva-lo a Pádua. Agasalharam o frei e colocaram em uma carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio foi piorando. Pararam em um povoado que havia um convento franciscano. Antônio piorava, precisava ficar sentado pois sofria de falta de ar. Recebeu os sacramentos e se despediu de todos e ainda cantou o bendito: "Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas..." Depois ergueu os olhos para o céu e disse. "Estou vendo o Senhor". Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio tinha apenas 36 anos de idade.
Após um brevíssimo processo de canonização-o mais rápido da história da Igreja-é elevado aos altares em 13 de maio de 1232 pelo papa Gregório IX. Em 1946 é oficialmente proclamado Doutor da Igreja pelo papa Pio XII, sendo-lhe atribuído o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus Sermões.
Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projeção universal. De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.
Eu tinha 17 pra 18 anos. Haviamos ganhado nossa segunda bicicleta da famìlia, grande, selim alto, com marchas. Minhas irmas, que ja sabiam andar, a desfrutavam hà mais de um mes e eu era excluìda por nao saber ainda. Nao sei ao certo porque eu nao sabia até aquela idade, mas eu me justificava pelo fato de ter tido reumatismo infecçioso quando era criança, e nao haver aprendido, quando tivemos nossa primeira bicicleta de rodinhas.
Resolvi, entao, aprender. Como eu era jà grande e alta sò meu pai poderia me segurar. Numa tarde de domingo là fomos nòs pra rampa do final do prédio da 210 sul, onde moràvamos, que de cima da bicicleta parecia alta e ìngrime tal qual uma montanha. Eu que estava bem resolvida, quase vacilei, mas meu pai sem me deixar pensar muito começou a me empurrar dizendo: pedala, vai! E me deixei levar. Em poucos minutinhos ele me soltou, mesmo eu tendo dito, cheia de medos: - Nao me solta sem me avisar, ok?... Quando dei por mim estava pedalando sozinha. Pedalei até o final da rampa mas caì logo em seguida, jogando a bicicleta longe sem me machucar. Me senti frustrada. Me recordo que provava ainda um misto de vergonha e de raiva, me sentindo traìda, mas havia aprendido.
Hoje..Me veio à memòria esse momento e com os olhos de adulta, como num rito de passagem, compreendi a sua importancia: foi meu pai quem me ensinou a andar de bicicleta.
Ontem... 30 de maio foi seu aniversàrio.
Parabéns, pai.
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A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás;
36 anos... Muito mais bem vividos do que os meus 40 anos.
Geminiana vivaz, alegre, de uma força proveniente da grande ousadia que desde cedo tomou conta de sua alma e a fez buscar furiosamente a experiencia da liberdade. Maliciosa e astuta, plena de uma inteligencia que sò a selva da vida dà. Foi precoce em seu amadurecimento, na ansia de acompanhar a mim e a minha irma do meio nas nossas aventuras e desventuras. A caçulinha aprendeu a se defender muito bem, e me ensinou desde cedo a importancia de conquistar, de dividir e de compartilhar. Como dizia o poeta Augusto dos Anjos: " aquele que nesta terra miseràvel vive entre feras, sente a inevitàvel necessidade de também ser fera". Essa fera tem muito ainda a me ensinar, das defesas, manhas e làbias... e com toda a esperteza que lhe assiste sò nao me toma como irma mais nova e... manda em mim, porque a minha teimosia nao permite.
"O vulcão Etna, o mais ativo da Europa, teve a maior erupção dos últimos anos na época do meu aniversàrio, em 4 e 5 de setembro de 2007, proporcionando um espectáculo de lava e cinzas que atraiu muitos turistas para a montanha. O vulcão foi considerado relativamente seguro porque a lava descia na direcção sudeste, desabitada há vários anos. O mais alto vulcão em actividade da Europa liberou importantes quantidades de lava em fusão e uma pequena corrente escapava por um dos seus flancos, embora sem ameaçar habitações, indicou, na época o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Catania, Sicília. Uma espessa nuvem de cinza, com dois quilometros, obrigou as autoridades locais a fechar o aeroporto da Catania, o que não constituiu novidade naquelas paragens. A última grande erupção espectacular do vulcão, de 3.295 metros, remonta ao Verão de 2001.
O Etna é um vulcão ativo situado na parte oriental da Sicília (Itália), entre as províncias de Messina e Catania. É o mais alto vulcão da Europa e um dos mais altos do Mundo. Além disso, o Etna é também a mais alta montanha da Itália ao sul dos Alpes. A extensão total da base do vulcão é de 1.190 Km2, com uma circunferência de 140 Km, o que o faz superar em quase três vezes o tamanho do Vesúvio. É um dos mais activos vulcões da Terra e está praticamente em constante erupção. Ocasionalmente, o Etna pode ser bastante destrutivo, mas normalmente as suas erupções não oferecem grande risco à população que vive nas localidades próximas. Os solos vulcânicos que o circundam propiciam bons campos para a agricultura, com vinhedos e hortas espalhados nas bases da montanha e em toda planície da Catania."
ROMA, 10 MAI (ANSA) - O vulcão Etna, situado na ilha italiana da Sicília, entrou novamente em erupção após vários meses de inatividade, mas, por enquanto, não representa perigo para as localidades próximas, segundo especialistas que observam o processo. A nova erupção teve início no começo da tarde, na cratera sudeste do Etna, que expele cinzas e lava incandescente a várias centenas de metros de altura. O derramamento de lava ocorre pelo desértico Valle del Bove, que fica ao pé do Etna, longe das zonas povoadas ou dos centros esportivos. A erupção, por enquanto, não é visível em Catânia, no leste da Sicília, devido ao mau tempo na zona. Antes da erupção, por volta das 14h local, os aparelhos do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Catânia começaram a registrar um forte tremor nos dutos internos do Etna e, por volta das 15h começou a atividade. Desde 2 de maio, os vulcanólogos vieram notando pequenos tremores nos dutos do Etna, por isso a erupção de hoje não os pegou de surpresa, segundo fontes da Defesa Civil, que precisaram que, por enquanto, está tudo sob controle e não se teme pela população civil. A última erupção do Etna foi no início de setembro do ano passado. A explosão gerou uma nuvem de cinzas que alcançou, devido aos ventos, as localidades próximas de Milo, Giarre e Fornazzo, e obrigou a fechar durante a noite o aeroporto de Catânia
Vladimir:Pra que essa blusa? Tá com frio? Giuseppe:É, aqui venta um pouco pelas manhãs. Vladimir:Mas estamos na primavera! Giuseppe:Primavera, mas fazendo 16 graus de dia. Vladimir:E você acha isso frio? Giuseppe:Razoavelmente... Vladimir:Na cidade de onde eu venho as crianças não precisam ir pra escola quando faz muito frio. Quando faz menos de 30 graus abaixo de zero, as aulas são suspensas. Giuseppe:!!!?!!! Vladimir:Na cidade de onde eu venho os presidiários não precisam cortar árvores quando faz muito frio. Quando faz menos de 48 graus abaixo de zero as atividades são suspensas. Giuseppe:Pode-se dizer então que os presidiários russos são a favor do aquecimento global? Vladimir:Tecnicamente sim.
a violência de uma má resposta, dada num momento de mau humor, é a mesma violência da limpeza étnica, do racismo ou de qualquer outro tipo de intolerância. não importa se a "raiva" que o nosso coração abriga é grande ou pequena, explícita ou escondida, fruto do medo ou da negligência. justificado ou não, cada pequeno espaço que damos para o ódio soma-se a tantos outros "ódios" dentro de tantos outros corações e com isso fazemos o mundo ser exatamente do jeito que ele está. somos responsáveis por tudo. inclusive pelo (((amor)))
________________________________________________________________________________________________ Petição para o Presidente Hu Jintao:
Nós cidadãos do mundo pedimos ao governo chinês que tenha cautela e respeito pelos direitos humanos em sua resposta aos protestos no Tibete. Esperamos que os assuntos que dizem respeito aos tibetanos sejam tratados por meio do diálogo com o Dalai Lama e não pelo uso da força. Somente o diálogo e uma reforma irão trazer uma estabilidade duradoura. O futuro promissor da China e sua relação positiva com o mundo dependem de um desenvolvimento harmonioso feito de diálogo e respeito.
Uma das coisas que eu nao abria mao quando era adolescente era de ler. Sempre li muito, mesmo. Livros de todos os estilos, que eu encontrava em casa (de também grandes ledores)... e até bula de remédio, mas o que eu mais amava eram as històrias em quadrinhos que minha mae colecionava. Tinha de tudo e nessa riqueza de opçoes um dos que mais me encantava eram os cartoons da MAFALDA. Menina de seis anos, inteligentìssima, criativa, contestadora e muito politizada. Foi criada na Argentina da década de 60 por Quino (um genio) e formou toda uma geraçao com suas historinhas baseadas numa realidade de inflaçao e dificuldades economicas, que se mantem atuais e adequadas a qualquer realidade de hoje.
Essa semana, depois de uma recaìda do inverno que fez começar tudo de novo: chuva, granizo, frio...., me deu vontade de gritar!!!
Aì... me lembrei de uma tirinha da Mafalda que começa com o pai, em casa, diante de uma planta dizendo pra filha:
- Esta não floriu, foi regada, apanhou luz, adubo... Não sei o que lhe terá faltado ......
Nós somos o que pensamos. Tudo o que somos emerge com os nossos pensamentos. Com os pensamentos fazemos o mundo. Se falarmos ou agirmos com o espírito impuro, os problemas nos seguirão Como a roda segue o boi que puxa a carroça.
Nós somos o que pensamos. Tudo o que somos emerge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos fazemos o mundo. Se falarmos ou agirmos com o espírito puro, a felicidade nos seguirá Como a nossa sombra, inabalàvel... constantemente.
Como pode um espírito perturbado Compreender o caminho?
O nosso pior inimigo não pode nos magoar tanto Quanto os nossos pensamentos descontrolados.
Mas, uma vez dominados, Ninguém nos ajudará tanto quanto eles, Nem mesmo o nosso pai ou a nossa mãe.
Excerto de Dhammapada, tradução portuguesa de Conceição Gomes e Tsering Paldrön, segundo a versão de Thomas Byrom, incluída em Os Ensinamentos do Buda, editorial Presença.- Adaptado para o site Caminho do Meio por Eliane Steingruber
- Pai, o que é Páscoa? - Ora, Páscoa é ...... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal? - É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição? - É, ressurreição. Meu bem, vem cá! - Sim? - Explica a esta criança o que é ressurreição para eu poder ler o meu jornal descansado.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido? - Mais ou menos........
Mamãe, Jesus era um coelho? - Que é isso menino? Não me diga uma coisa destas! Coelho! Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que este menino foi baptizado! Jorge, este menino não pode crescer assim, sem ir à missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele diz uma asneira destas na escola? Deus me perdoe! Amanhã vou matricular este fedelho no catecismo!
- Mamãe, mas o Pai do Céu não é Deus? - É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus? - É sim.
- E Fátima? - Sacrilégio!!!
- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo? - Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mamãe entende muito bem, para falar a verdade nem ninguém, nem quem inventou esta asneira a compreende. Mas se perguntar à catecista ela explica muito bem!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa? - (gritando) Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
- O coelho põe ovos? - Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu não aguento mais!
- Pai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa? - Era, era melhor, ou então peru.
- Pai, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Que dia que ele morreu? - Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês? - ??????? Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois portanto! - (gritando) Não, filho - três dias!
- Então morreu na quarta-feira. - Não! Morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, meu filho, já me confundiu todo! Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!E... Como!?!? Como!?!? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Pai, então por que amarraram um monte de bonecos de pano na rua? - É que hoje é sábado de aleluia, e a aldeia vai fingir que vai bater em Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado? - Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não lhe batem no dia certo? - É, boa pergunta.
- Pai, qual era o sobrenome de Jesus? - Cristo. Jesus Cristo.
- Só? - Que eu saiba sim, por quê? - Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele tinha no meio Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada! - Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
(recebi por mail, desconheço o autor, mas achei genial!)
Morreu hoje, aos 90 anos de idade, o escritor e divulgador científico Sir Arthur C. Clarke.
Arthur C. Clarke nasceu no sudoeste de Inglaterra, no condado de Somerset, no dia 16 de Dezembro de 1917. Segundo informações, Arthur C. Clarke morreu hoje em casa, na cidade de Colombo, no Sri Lanka (antigo Ceilão), devido a falhas respiratórias e uma paragem cardíaca.
Com ele morre, além do maior ìcone mundial de ficçao cientifica, uma importante referencia nos estudos sobre a paranormalidade. Dois dos seus mais famosos romances foram adaptados para o cinema, 2001: Odisseia no Espaço dirigido por Stanley Kubrick (1968) e 2010: O Ano do Contacto dirigido por Peter Hyams (1984). Uma de suas obras que eu adoro chama-se O Fim Da Infancia, mas a lista de livros maravilhosos é enorme. Para muitos, sua obra brilhou nesse mundo como arte tanto quanto ciencia.
Para mim, hoje, apagou-se uma grande luz nesse universo. Como uma estrela que se extingue.
Mandioca.. Quentinha... Com manteiga derretida por cima....... hmmmmm!
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Foi nosso almoço de hoje. Nem acreditei quando encontrei no supermercado. Na parte de produtos tropicais e exòticos..... hehehehe. Na falta de carne seca, fiz isca de filé, bem fritinho, pra companhar. Ernesto adorou!!!! :) Deu pra saciar a vontade.
Nste ano que passou refleti muito sobre o altíssimo grau de desconhecimento e percepção que tenho em relação ao meu corpo, minha família, a sociedade, a natureza, o planeta, cosmos, universo... Não tenho ainda sequer noção da unidade a qual todos fazemos parte e, entre outras coisas, não percebo claramente que tudo aquilo que parte de mim para o meio retorna com igual força e intensidade.
Para mim, a maior resolução de Ano Novo gira em torno da ampliação dessa consciência.
Façamos, então, algo novo para sermos mais felizes!
Procurando
bem todo mundo tem pereba, marca de bexiga ou vacina. E tem piriri, tem
lombriga, tem ameba, tem coceira, berruga, frieira, falta de maneira, tem.
Futucando
bem todo mundo tem piolho ou tem cheiro de creolina. Todo mundo tem um irmão
meio zarolho, unha encardida, dente com comida, casca de ferida, tem.
Não livra
ninguém todo mundo tem remela quando acorda às seis da matina. Teve
escarlatina ou tem febre amarela, medo de subir, medo de cair, medo de
vertigem. Quem não tem ?
Confessando
bem todo mundo faz pecado logo assim que a missa termina. Todo mundo tem um
primeiro namorado, tem sujo atrás da orelha, bigode de groselha, calcinha um
pouco velha, tem.
O padre
também, pode até ficar vermelho se o vento levanta a batina. Reparando bem
todo mundo tem pentelho, sala sem mobília, goteira na vasilha, problema na
família Quem não tem ?
Procurando
bem todo mundo tem.
Ciranda
da Bailarina-Adriana Calcanhoto-Composição:Edu Lobo/Chico
Buarque
“No mundo sempre existirão pessoas que vão me amar pelo que sou, outras que vão me odiar pelo que sou e outras, ainda, que ora vão me amar, ora vão me odiar. Sabendo disso, vivo livre. Falo o que penso, faço o que tenho vontade, mudo de opinião ao meu prazer. O importante é agradar a mim! Eu tenho de estar feliz comigo e para isso, não posso fazer nada pensando em agradar outra pessoas senão eu mesma!!”
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A noite empalidece. Alvorecer… Ouve-se mais o gargalhar da fonte… Sobre a cidade muda, o horizonte É uma orquídea estranha a florescer. Há andorinhas prontas a dizer A missa d´alva, mal o sol desponte. Gritos de galos soam monte em monte Numa intensa alegria de viver...
Estar nesse instante em vários lugares e ser invisível. Tudo ao mesmo tempo. Ser leve, porém intensa a ponto de jamais passar despercebida a qualquer ser que eu encontre. Invisível, mas brilhante a ponto de cegar ou fazer ver além. Marcar forte como raio de luz e som também. Não findar, nem cessar, nem cansar, nem dormir... Hoje, amanhã.
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Se tanto me dói que as coisas passem É porque cada instante em mim foi vivo Na busca de um bem definitivo Em que as coisas de Amor se eternizassem
Se tanto mi duole che le cose passino È perché ogni istante in me fu vivo Nella ricerca di un bene definitivo In cui le cose per Amore si eternizzassero.
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LUZ.... "Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.
Nós nos perguntamos: Quem sou eu para ser Brilhante, Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso? Na realidade, quem é você para não ser?
Você é filho do Universo. Se fizer pequeno não ajuda o mundo. Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós. Não está apenas em um de nós: está em TODOS nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas oportunidade para fazerem o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros."
"Solo si può vivere vicino ad un altro, e conoscere un'altra persona, senza il pericolo dell'odio, se amiamo. Qualsiasi amore è già un pochino di salute, un riposo della pazzia."
"Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que e se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem muito valor diante da vida!"
Antes de amar-te, amor, nada era meu Vacilei pelas ruas e as coisas: Nada contava nem tinha nome: O mundo era do ar que esperava. E conheci salões cinzentos, Túneis habitados pela lua, Hangares cruéis que se despediam, Perguntas que insistiam na areia. Tudo estava vazio, morto e mudo, Caído, abandonado e decaído, Tudo era inalienavelmente alheio, Tudo era dos outros e de ninguém, Até que tua beleza e tua pobreza De dádivas encheram o outono.
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo, que solidão errante até tua companhia! Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva. Em Taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos, juntos desde a roupa às raízes, juntos de outono, de água, de quadris, até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio, a desembocadura da água de Boroa, pensar que separados por trens e nações tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos, como todos confundidos, com homens e mulheres, com a terra que implanta e educa os cravos.
O pintinho passeando calmamente pela rua, de repente de dentro de um beco ouve:
- Psiu.
Quando chegou perto pra ver foi agarrado pelo urubu malandro que estava com muita fome e ao ver o inocente pintinho que passava por lá resolveu devorá-lo. Por ele ser muito ágil, o urubu resolveu passar a conversa no coitado e dar maconha para ele ficar doidão, pois assim ficaria mais fácil. Ele fumou a maconha, deu ao pintinho e já foi logo perguntando: - Pintinho, tá sentindo alguma coisa? - Num tô sentindo nada.
Achando ainda que precisava continuar a baratinar o sujeito, ele resolveu dar cocaína para ele. - Pintinho, tá sentindo alguma coisa? - Num tô sentindo nada.
É importante lembrar que antes de dar as paradas ao pintinho, o urubu também estava usando, para que ele aceitasse sem ficar desconfiado. Não entendendo como o pintinho resistia, ele resolveu atacar de heroína. - Pintinho, tá sentindo alguma coisa? - Num tô sentindo nada.
Aí o urubu apelou. Misturou morfina, cocaína e heroína para injetar nele e no pintinho. E já muito doidão, quase caindo perguntou novamente: -Pintinho, tá sentindo alguma coisa? O pintinho arregalou os olhos e disse: - Num tô sentindo nada. Num tô sentindo as asinhas, num tô sentindo as perninhas, num tô sentindo a cabecinha, nem o pescocinho, nem o biquinho, nem a linguinha...
Deves apreciar o afeto do amigo que corre o risco de provocar teu ódio ao chamar tua atenção para as tuas fraquezas e faltas; pois somos todos tão levianos que só percebemos qualidades em nós mesmos e só gostamos de ouvir elogios. Assim nossas imperfeições, vistas por todos, são por nós ignoradas e acompanham-nos até o fim da vida. E nove em dez, odiamos quem no-las revela, mesmo com a intenção de nos beneficiar.
Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas.
As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas.
Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas.
A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.)
- Álvaro de Campos -
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Dizer coisas relativas a sentimentos, realmente não é fácil. Quanto mais visceral pior é e eu gosto muito de encarar esse desafio. Escrevo, portanto, cartas de amor, cartas de tristeza, cartas de dúvidas, cartas de ódio, cartas de medo... Reflito diversificadamente sobre os mais variados temas, mas no fundo, asseguro, são todas cartas de amor. E escrevo, sim, coisas ridículas. E ridiculamente me exponho ainda mais e aqui, publico... abaixo.
Brasília, por acaso, hoje, 14 de março de 2007, mas pode ser qualquer dia.
À
Você que não me deixa falar.
Eu venho tentando profundamente descobrir o que pode estar me incomodando ainda, que a cada vez que você surge nos assuntos, na roda, no ar, alguma coisa dentro de mim se remói desconfortavelmente. Reflito com uma amiga e percebo que a minha criança interna, que é por mim reconhecidamente muito birrenta, ainda tem a necessidade de dar a última palavra. Minha criancinha mostra-se muito competitiva quando o faz. Mandona. Autoritária. Quer sempre brincar de escola, para poder falar muito, explicar, ensinar. Pretensiosa. Porque será que é tão importante pra mim mostrar aos outros que sou inteligente? Pra quê me medir pelo outro para saber se eu faço a diferença? Digo mostrar, porque eu sei o que EU SOU e o que eu faço. Eu sinto tudo isso. Sinto debilmente ainda, pois no quesito auto-estima é como se o coração e a cabeça falassem linguagens extremamente antagônicas. Uma fala latim e o outro chinês. A conversa disléxica entre os dois às vezes me enche de vozes contraditórias e ininteligíveis. E as contradições continuam.
Naturalmente, pela minha experiência de vida, venho me tornando mais seletiva. Não quero com isso evitar nenhum contato essencial, apesar de que escolher muitas vezes implica em excluir. Quero expor cada vez mais minhas fragilidades, os meus ideais, meus pensamentos, minha experiência, e aprender com isso. Crescer. Gostaria apenas de gastar menos energia com coisas inúteis. Desejo muito mesmo ser econômica para que minha luz reflita somente coisas que me impulsionem para frente, sem obstáculos, nem tantos contornos. Linha o mais reta possível, mesmo para um traço livre. Meu propósito é tão firme que quase acredito que posso voar. E vôo.
Vou seguindo leve, firme, mirando sempre alto, mas para minha surpresa me esbarro em erros, enganos, equívocos desagradáveis, constrangedores e humanos. Na verdade é sempre essa necessidade de falar. Assim como me incomoda quem fala demais e pouco ouve. Maldito jogo do espelho. Ou bendito. Acho isso cada vez mais chato, mas aprendi que um dos sinais de que algo está errado é quando ainda lateja. Tenho que lidar. Tenho que limpar. Tenho que curar. Ajeito o prumo, prendo a respiração e tento seguir em frente sem desprender muito tempo, além do devido. Pareço continuar incólume, mas aqui dentro alguma voz ainda sente a forte necessidade de gritar: QUEM É VOCÊ??? QUEM VOCÊ PENSA QUE É???? VOCÊ É ...CALA SUA BOCA!!!DEIXA EU FALAR!!!!!!ME ESCUTA!!!!!! NEM ME CONHECE!!! NÃO SABE DE NADA!!! SAI DA MINHA FRENTEEEEEEEEE!!!
me-do (ê) sm. 1. Sentimento de viva inquietação ante a noção de perigo real ou imaginário, de ameaça; pavor, temor, terror. 2. V. receio.
Há alguns anos comecei uma voluntária caminhada por sobre a escaldante estrada do medo. O desafio tornou-se inevitável e desde o dia em que dei o primeiro passo decidi que seguiria até o fim, sem trégua. Há muito desconforto em não vislumbrar verdadeiramente um final, mas sigo sempre em frente. Apesar do calor abrasivo insano que brota por onde trilho queimando a pele e ardendo fundo até a alma, sinto o gelar constante no suor das mãos e um forte arrepio na espinha.
A densa escuridão do desconhecido cega-me a ponto de muitas vezes precisar fechar os olhos da consciência, esses bravos companheiros do meu caminhar, sem, contudo alienar-me em momento algum. Jamais sinto-me só. Além do objetivo e da certeza inabalável de precisar continuar seguindo, acompanha-me uma fiel e silenciosa força interior. Longe de mim cultivar algo semelhante à morbidez perversa de Masoch, mas contar os passos já trilhados, causa-me um prazer imenso e indescritível, quase orgásmico, impulsionando-me a cada dia mais para a próxima etapa a vencer.
Neste caminho árduo e sem volta surpreendentemente encontro algum alento. Um floral aqui, sussurros de uma brisa amiga além... Meus ouvidos se enchem de uma melodia encadeada, que marca meus passos, ritmada, quase um mantra, adornada ao longe por um soar de badaladas que parecem anunciar a interminável lista do meu soberbo triunfo...: medo de nascer, medo de crescer, medo da luz, medo do frio, medo da fome, medo do pai, medo da mãe, medo do escuro, medo de rejeição, medo de sufocar, medo de apanhar, medo da dor, medo da solidão, medo do cansaço, medo de cólica, medo da doença, medo da fraqueza, medo da fúria, medo de dirigir, medo da água, medo de altura, medo de viajar, medo de engordar, medo de arrumar, medo de bagunçar, medo de sujar, medo de falar, medo de dormir, medo de sonhar, medo do prazer, medo de chorar, medo de sofrer, medo de amar...
Com o tempo, você vai percebendo quepara ser feliz com uma outra pessoa, você precisa,em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama)e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.No final das contas,você vai achar não quem você estava procurando,mas quem estava procurando por você!
Meu lado mulher incomoda-se de receber homenagens num dia do ano - 8 de março, enquanto meu lado homem se farta com 364 dias. Talvez se faça necessária esta efeméride, dor recente de uma cicatriz antiga. Porque se vive numa sociedade machista: Matrimônio - o cuidado do lar; patrimônio - o domínio dos bens.
O marido possui a casa, o carro e a mulher, que incorpora ao nome o da família dele. A casa, ele exige que se limpe todo dia. O carro envia à oficina ao menor defeito.
À mulher, ser multifacetado cabe o dever de cuidar da casa, dos filhos, das compras e do bom humor do marido, que nem sempre se lembra de cuidar dela.
Meu lado mulher nunca viu o marido gritar com o carro, ameaçá-lo ou agredi-lo. Nem sempre, entretanto, ela é tratada com tanto respeito. Na Igreja católica, os homens têm acesso aos sete sacramentos. Podem até ser ordenados padres e, mais tarde, obter dispensa do ministério e contrair matrimônio. As mulheres, consideradas pela teologia vaticana um ser naturalmente inferior, só têm acesso a seis sacramentos.
Não podem receber a ordenação sacerdotal, embora tenham merecido de Jesus o útero que o gerou; o seguimento de Joana, de Susana e da mãe dos filhos de Zebedeu; a defesa da mulher adúltera; o perdão à samaritana; a amizade de Madalena, primeira testemunha de sua ressurreição.
Meu lado mulher tem pavor da violência doméstica; do pai que assedia a filha, jogando-a nas garras da prostituição; do patrão que exige préstimos sexuais da funcionária; do marido que ergue a mão para profanar o ser que deu à luz seus filhos.
Diante da TV ou de uma banca de revistas, meu lado mulher estremece: 'Cala a boca, Magda!' Ela é a burra, a imbecil que rebola no fundo do palco, mergulha na banheira do Gugu, expõe-se na casa do brother, associa-se à publicidade de cervejas e carros, como um adereço a mais de consumo.
Meu lado mulher tenta resistir ao implacável jogo da desconstrução do feminino: Tortura do corpo em academias de ginástica; anorexia para manter-se esbelta; vergonha das gorduras, das rugas e da velhice; entrega ao bisturi que amolda a carne segundo o gosto da clientela do açougue virtual; o silicone a estufar protuberâncias. E manter a boca fechada, até que haja no mercado um chip transmissor automático de cultura e inteligência, a ser enxertado no cérebro. E engolir antidepressivos para tentar encobrir o buraco no espírito, vazio de sentido, ideais e utopia.
Aquilo que é só alcançará plenitude em interação com o seu contrário.
As lições da infância desaprendidas na idade madura. Já não quero palavras, nem delas careço. Tenho todos os elementos Ao alcance do braço. Todas as frutas e consentimentos. Nenhum desejo débil. Nem mesmo sinto falta do que me completa e é quase sempre melancólico. Estou solto no mundo largo. Lúcido cavalo com substância de anjo circula através de mim. Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios, Absorvo epopéia e carne, bebo tudo, desfaço tudo, torno a criar, a esquecer-me: Durmo agora, recomeço ontem.
De longe, vieram chamar-me. Havia fogo na mata. Nada pude fazer, nem tinha vontade. Toda a água que possuía irrigava jardins particulares De atletas retirados, freiras surdas, funcionários demitidos.
Nisso, vieram os pássaros, rubros sufocados, sem canto, e pousaram a esmo. Todos se transformaram em pedra. Já não sinto piedade.
Antes de mim outros poetas, depois de mim outros e outros estão cantando a morte e a prisão. Moças fatigadas se entregam, soldados se matam No centro da cidade vencida. Resisto e penso numa terra enfim despojada de plantas inúteis, num país extraordinariamente, nu e terno, qualquer coisa de melodioso, não obstante mudo, além dos desertos onde passam tropas, dos morros onde alguém colocou bandeiras com enigmas, e resolvo embriagar-me.
Já não dirão que estou resignado e perdi os melhores dias. Dentro de mim, bem no fundo, Há reservas colossais de tempo, Futuro, pós-futuro, pretérito, Há domingos, regatas, procissões, Há mitos proletários, condutos subterrâneos, Janelas em febre, massas da água salgada, meditação e sarcasmo.
Ninguém me fará calar, gritarei sempre que se abafe um prazer, apontarei os desanimados, negociarei em voz baixa com os conspiradores, transmitirei recados que não se ousa dar nem receber, serei, no circo, o palhaço, serei, médico, faca de pão, remédio, toalha, serei bonde, barco, loja de calçados, igreja, enxovia, serei as coisas mais ordinárias e humanas, e também as excepcionais: tudo depende da hora e de certa inclinação feérica, viva em mim qual um inseto.
Idade madura em olhos, receitas e pés, ela me invade com sua maré de ciências afinal superadas. Posso desprezar ou querer os institutos, as lendas, descobri na pele certos sinais que aos vinte anos não via.
Eles dizem o caminho, embora também se acovardem em face a tanta claridade roubada ao tempo. Mas eu sigo, cada vez menos solitário, em ruas extremamente dispersas, transito no canto homem ou da máquina que roda, aborreço-me de tanta riqueza, jogo-a toda por um número de casa, e ganho.